‘’Estaleiro, obras em curso para um amanhã qualquer’’
Vinte anos de teatro para os jovens
Em 2019, a Companhia Contigo Teatro comemora o seu vigésimo aniversário. O espetáculo que propomos apresentar integra-se no programa comemorativo que levaremos a cabo ao longo do presente ano. Intitula-se ‘’Estaleiro, obras em curso para um amanhã qualquer’’ e tem estreia marcada para 16 de janeiro, no Teatro Municipal Baltazar Dias. É a 31ª produção da Companhia e foi criada a pensar no público jovem e nas limitações que a sociedade impõe aos seus sonhos. Na verdade, a nossa relação com o teatro tem permitido um trabalho de partilha e congregação de saberes, tendo os jovens como destinatários privilegiados, fomentando o espírito crítico, a reflexão e a partilha de pontos de vista, contribuindo para a sua formação enquanto cidadãos ativos, conscientes da importância transformadora da arte nas suas vidas. Neste espetáculo, a poesia dá voz a conflitos, a futilidades e angústias e ilumina-nos na descoberta do amor e na esperança de um amanhã qualquer, sempre em construção e tantas vezes adiado. Poemas completos, fragmentos… versos soltos… surgem como a voz da consciência de habitantes que expõem a sua des(H)umanidade. Agradecemos ao público, particularmente às escolas e a todos os professores e alunos que, ao longo destes vinte anos, foram nossos espetadores, encheram as salas do teatro e nos fizeram ver que vale a pena investir nesta arte que, acima de tudo, é VIDA. Aguardamos a vossa visita ao Teatro!
Maria José Costa
Nota Biográfica do Encenador Ricardo Brito, 39 anos e natural de Coimbra, iniciou o seu percurso teatral no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) no ano de 1999, sendo, à época, aluno da licenciatura em Filosofia na referida universidade. Completou o Curso de Iniciação Teatral do TEUC em 2001, iniciando nesse ano o seu percurso artístico. Entre 2001 e 2012 desenvolveu, ininterruptamente, atividade profissional como ator, tendo integrado elencos de aproximadamente 30 produções teatrais. Durante desse período, foi também responsável por projetos de expressão dramática / teatro em escolas do 1º ciclo e com grupos de adolescentes. Iniciou a sua prática na encenação no ano de 2009, tendo dirigido, até à data, 4 espetáculos para a infância. Desde 2013 a residir na Madeira, orientou o grupo de teatro da Escola Básica e Secundária de Machico no ano letivo de 2014/15, tendo sido laureado com o prémio de melhor encenação na edição de 2015 do Festival Carlos Varela, com a criação original SMS* Ser mais só. Tem colaborado em produções da DSEAM, integrando o elenco de espetáculos sob a direção de Miguel Vieira e Juliana Andrade. Dirige atualmente ateliês de teatro no Colégio Salesiano do Funchal e na Associação Avesso da Ponta do Sol. Ao longo da sua atividade profissional, foi dirigido por encenadores como Nuno Pino Custódio, António Mercado, Rogério de Carvalho, Marco António Rodrigues, António Fonseca, José Carretas, entre outros. Shakespeare, Anton Tchekov, Buchner, Brecht, Ibsen e Genet são alguns dos autores que teve a oportunidade de trabalhar. A Escola da Noite, O Teatrão, Teatro das Beiras, ESTE – Estação Teatral da Beira Interior são algumas das companhias por onde foi construindo o seu percurso artístico. O espetáculo OVNI (onde vive a nossa infância) foi o seu primeiro trabalho com a Contigo Teatro.
Sinopse
ESTALEIRO obras em curso para um amanhã qualquer Noite… a mais longa de todas as noites. Construímos muros em nome do nosso pequeno nada, eriçados pelo medo de tudo perder. Preventivamente. Delimitamos zonas de segurança em toda a nossa volta, numa espiral que isola o eu em si mesmo. Preventivamente. Suspendemos o humano por instantes, consumindo os recursos de que dispomos em proveito próprio. Preventivamente. Passamos a ver o outro através de grades, não sabendo, já, se estamos dentro ou fora delas. Tornamo-nos cativos quando deixamos de cativar. Preventivamente… fechamos para obras, abrimos o estaleiro. Procuramos, na poesia, matéria-prima para a descoberta de um novo sentido, que nos leve da sabedoria das palavras ao que ainda nos resta de essencial, de humano, através de personagens que não são mais do que despojos de si mesmas, mas em busca de um amanhã qualquer.
Ricardo Brito / Encenador
Ficha Técnica
Discussão de ideias: José Luís Fernandes, Maria José Costa, Ricardo Brito e São Gonçalves
Seleção de textos: Associação Companhia Contigo Teatro
Dramaturgia e encenação: Ricardo Brito
Assistência de encenação: Maria José Costa e Luís Varela Costa
Conceção plástica: Ricardo Brito, São Gonçalves, Cristina Batista e José Luís
Fernandes
Caraterização, direção de bastidores e frente de sala: Cristina Batista
Coreografia, seleção musical e desenho de luz: Ricardo Brito
Fotografia: Margarida Góis
Design Gráfico: Ana Andrade e São Gonçalves
Produção: Associação Companhia Contigo Teatro
Autoria de textos: António Franco Alexandre, Assunção Varela, Cesário Verde, Eugénio
de Andrade, Fernando Pessoa e heterónimos (Alberto Caeiro e Ricardo Reis), Mário
Cesariny, José Mário Branco, Luís de Camões, Mário de Sá Carneiro, Miguel Torga, Ruy
Belo, Sophia de Mello Breyner Andresen e Coletivo.
Interpretação: Ana Olim, António Neto, Carolina Fernandes, Cristina Ferreira, Joana
Ferreira, Luís Varela Costa, Luís Gomes, Maria José Costa, Marta Garcês, Paulo
Nóbrega e Ricardo Sales.



































