Ovni

ovni

ESPETÁCULO

OVNI

‘’Ovni, onde vive a nossa infância’’, um projeto dramatúrgico criado a partir da obra À Beira do Lago dos Encantos de Maria Alberta Menéres com encenação de Ricardo Brito

Das razões do Projeto

A Associação Contigo Teatro, em parceria com a Secretaria Regional da Educação e com a Câmara Municipal do Funchal, propõe apresentar o espetáculo ovni (onde vive a nossa infância) um projeto dramatúrgico criado a partir da obra À Beira do Lago dos Encantos de Maria Alberta Menéres, que será levado à cena entre os dias 2 e 10 de fevereiro de 2018, no Teatro Municipal Baltazar Dias.
Certos da importância do estudo do texto dramático nos diferentes anos de escolaridade e da sua estreita relação com as temáticas da existência humana, desejamos partilhar, com os jovens leitores/espetadores, um processo criativo, inspirado na obra acima referida, esperando ir ao encontro dos seus interesses e possibilitando que este espetáculo possa ser pretexto para uma reflexão crítica sobre quem somos e como sentimos o mundo à nossa volta.
Assim, com(o) o ator que entra e sai de cena, estaremos entre o SONHO e a REALIDADE, construindo os nossos SONHOS, procurando um TEMPO para o AMOR, conscientes da efemeridade da vida, da inexorável PASSAGEM do TEMPO e da importância de SENTIRMOS a VIDA. Queremos penetrar na TRANSPARÊNCIA do LAGO dos ENCANTOS mas tropeçamos frequentemente na OPACIDADE do quotidiano, que nos impede de SENTIR e de AMAR.
Qual viagem peregrina, ovni (onde vive a nossa infância) é o (RE)ENCONTRO com a TRANSPARÊNCIA, com a VERDADE que, dia a dia, vamos CONSTRUINDO e DESCONSTRUINDO tal como no PALCO onde um elenco de seis atores/ personagens ESPELHA isso mesmo: um trabalho conjunto de descoberta e de partilha com o público.
Maria José Costa

Breve nota biográfica de Maria Alberta Meneres e breves considerações sobre a obra À Beira do Lago dos Encantos

Maria Alberta Menéres, conhecida autora de literatura infanto-juvenil, nasceu em Vila Nova de Gaia em 1930. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas, foi docente dos ensinos básico, secundário e técnico entre 1965 e 1973. Também colaborou na RTP, de 1976 a 1986, como Diretora de Programas Infantis e Juvenis. Na sua extensa obra, reconhecida com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil em 1981, destaca-se a poesia, o conto e o teatro. À Beira do Lago dos Encantos, texto dramático de 1988, apresenta-nos, através da descoberta do valor dos sentidos e da importância da amizade, a busca permanente do conhecimento. Invertendo os habituais papéis, são as personagens mais jovens que, num planeta desconhecido e num tempo incerto, orientam os pais na fuga ao comodismo rotineiro, despertando-os para a reinvenção do mundo e para um encantamento da existência humana.

Nota Biográfica do Encenador

Ricardo Brito, 38 anos e natural de Coimbra, iniciou o seu percurso teatral no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) no ano de 1999, sendo, à época, aluno da licenciatura em Filosofia na referida universidade. Completou o Curso de Iniciação Teatral do TEUC em 2001, iniciando nesse ano o seu percurso artístico. Entre 2001 e 2012 desenvolveu, ininterruptamente, atividade profissional como ator, tendo integrado elencos de aproximadamente 30 produções teatrais. Durante desse período, foi também responsável por projetos de expressão dramática / teatro em escolas do 1º ciclo e com grupos de adolescentes. Iniciou a sua prática na encenação no ano de 2009, tendo dirigido, até à data, 4 espetáculos para a infância.

Desde 2013 a residir na Madeira, orientou o grupo de teatro da Escola Básica e Secundária de Machico no ano letivo de 2014/15, tendo sido laureado com o prémio de melhor encenação na edição de 2015 do Festival Carlos Varela, com a criação original SMS * Ser mais só. Tem colaborado em produções da DSEAM, integrando o elenco de espetáculos sob a direção de Miguel Vieira e Juliana Andrade.

Ao longo da sua atividade profissional, foi dirigido por encenadores como Nuno Pino Custódio, António Mercado, Rogério de Carvalho, Marco António Rodrigues, António Fonseca, José Carretas, entre outros. Shakespeare, Anton Tchekov, Buchner, Brecht, Ibsen e Genet são alguns dos autores que teve a oportunidade de trabalhar. A Escola da Noite, O Teatrão, Teatro das Beiras, ESTE – Estação Teatral da Beira Interior são algumas das companhias por onde foi construindo o seu percurso artístico.

Sinopse

Sentamo-nos à beira do espanto e ficamos à mercê do tempo, esperando.

Apuramos os sentidos, fazemos perguntas, não temos certeza nas respostas. Afinal, que palavra é a que melhor define “verdade”? Maçã, ousamos pensar. A cor, o cheiro do toque, o som que traz o sabor a reboque. Qual pecado original, galgamos para lá do espanto e mergulhamos no lago desconhecido, deixando sempre um pé fora, mesmo que com os dois dentro. Fora e dentro. Real e sonho, sombra e luz. Afinal, qual a palavra que melhor define a “verdade” em cada um? OVNI, ousamos dizer, ou não fosse cada sonho a medida do que cada pessoa sentiu.

«Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura…»

Pessoa? Que palavra é essa?
Ricardo Brito

Ficha Técnica

Criação coletiva com Direção de: Ricardo Brito
Dramaturgia, Desenho de Luz, Seleção Musical: Ricardo Brito
Assistente de Direção: Luís Varela
Design Gráfico: Ana Andrade
Interpretação: Ana Olim, António Neto, Cristina Ferreira, Luís Gomes, Maria José Costa, Paulo Nóbrega
Conceção Plástica: Cristina Batista, Ricardo Brito e São Gonçalves

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